Resenha: A Esperança – Suzanne Collins

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Antes que possamos dar início a resenha final dessa série maravilhosa, gostaríamos que todos soubessem o quanto são importantes para o #Estação, onde cuidamos com muito amor, carinho e sensibilidade. Vocês são aquilo que faz com que nossos trens movam-se e levem esse amor por livros que temos ❤

Mais uma vez, uma boa leitura a todos e esperamos que gostem de Jogos Vorazes tanto quanto nos apaixonamos pela série.

PARTE I – RESENHA DA NINI

Tudo o que posso dizer é que ainda não estou preparada para me despedir dessa forma de Jogos Vorazes e toda a sequência, algo que só acontece quando o livro torna-se meu favorito e aí sou obrigada a sempre revisitar a história e descobri-la como se fosse a primeira vez lendo-a, e a minha sensação com essa trilogia é exatamente essa.

Pra quem vem acompanhando minhas resenhas em conjunto com o Doug, sabe que quando comecei a ler Hunger Games eu estava num momento de puro tédio e sem total dinheiro para comprar livros novos, eu os tinha desde 2016 por puro luxo e por gostar do filme e até então nunca os tinha tocado, e fiquei até insegura quando comecei a leitura por achar que por ter assistido o primeiro filme e parte dos outros eu não me prenderia. E, bom, o que houve foi totalmente o contrário e acho que nunca me senti tão tocada, tanto pelos livros quanto pelos filmes alguma vez antes como dessa. E sinceramente, amei, de coração, ter olhado pra tudo isso com outros olhos agora.

Então essa resenha vai ser mais sobre o que eu senti lendo e assistindo Mockingjay.

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Bom, primeiramente, tudo o que posso admitir é que demorei semanas pra ler A Esperança (Mockingjay) não por que não gostei do livro, mas por que a leitura ficou, pelo menos pra mim, um pouco chata. Então foi difícil concluir, foram pouco mais de um mês e fiquei empacada uma semana nas ultimas 28 páginas do livro que sinceramente foram as que mais me animaram durante a leitura. Eu não senti muita emoção até então, e juro que depois comecei a chorar loucamente, não sei se como sintoma de TPM ou por que realmente me emocionou, acredito que foi genuíno ainda assim e o que eu senti foi um misto de tristeza e felicidade pela forma como acabou. O epílogo me surpreendeu por que eu nem estava esperando por esse tipo de finalização, mas posso dizer que foi o melhor “felizes para sempre” que eu já li na minha vida.

Eu detestei a Coin do início ao fim, detestei o Plutarch também, mas entendo que ele seja o grande Publicitário de todo o livro, então detestei ele menos, mas ainda assim detestei. Pude me encantar um pouco mais pelo Finnick, odiar mais o Gale (antes eu só tinha ranço, mas em Mockingjay peguei ódio mesmo) e ter pena ao mesmo tempo em que torcia pelo Peeta já que a situação dele não era das favoráveis, totalmente controlado pela Capital e maltratado. Comecei a gostar mais da Johanna também, parecia que algo simplesmente havia mudado nela, após o resgate dos vitoriosos, dentre tantas outras cenas que estão bem vivas no meu coração como Katniss visitando sua antiga casa no 12, visitando feridos e combatendo os ataques da Capital no 8, cantando a música do homem enforcado na floresta com toda a equipe de filmagem, o casamento de Finnick. E essas são cenas que me emocionaram muito e ainda mais no filme que me trouxe uma noção ainda maior da realidade dos personagens. No livro eu não tive uma conexão forte com essas cenas fortes, mas na Parte I e II do filme eu praticamente os assisti todos com lágrimas nos olhos. Ao passo que os livros anteriores me emocionaram mais e os filmes de menos, nesse ultimo foi totalmente o contrário. E eu acho que não posso reclamar da fidelidade do filme ao livro, tanto que acho que foi por isso que dividiram Mockingjay em dois filmes e os assisti um seguido do outro com muito gosto. Isso já não é mais novidade.

E pra não falar que odiei totalmente o Gale, teve uma parte do livro que foi onde botei fé nele, mas depois disso não consegui nem tentar mais gostar dele por que todas as atitudes dele até o final só me deixaram com raiva dele. Eu realmente simpatizei com ele nessa única parte, mas por que o que ele disse me tocou, não mais do que os atos do Peeta durante toda a história (serei fiel ao meu amor pelo Peeta até a morte), mas me senti aquecida, embora pra mim ele seja um embuste mor.

“-Lembra? – pergunta ele. -Foi aqui que você me beijou.
Então a pesada dose de morfináceo administrada após as chicotadas não foi suficiente para apagar aquilo na memória dele.
-Achei que você não se lembraria disso -digo.
-Eu precisaria estar morto para não lembrar. Talvez nem assim -diz ele.”

Enfim, nesse livro temos muita ação também, todos os sobreviventes do bombardeio ao 12 estão sendo mantidos pelo 13 e temos uma Katniss que se recusa a ser o rosto do levante, da revolta, enfim, de toda a rebelião. No início ela está sofrendo muito por causa de Peeta ter sido deixado para trás, até que ela assume seu papel e contamos com a ajuda de Beetee no desenvolvimento de armas tanto para ela quanto para Gale e Finnick, e não só isso Beetee também se mostra um personagem inteligentíssimo, bem além daquilo que foi mostrado em Catching Fire, ele consegue invadir os sistemas de transmissões de todos os distritos, inclusive os da Capital, que rebate o 13 usando Peeta e logo quando ele é resgatado junto de outros personagens, temos um Peeta totalmente fora de si, confuso e agressivo mas que aos poucos durante a leitura vai se curando com perguntas de verdadeiro ou falso a cerca de memórias que ele não tinha certeza se eram reais ou não e os poucos aquela confiança entre ele e Katniss voltam.

Outro personagem que se mantém vivo é o Cinna, que apesar do que houve com ele, deixa uma herança a Katniss, um traje para ser o Tordo, para ser a cara da rebelião e liderar o povo de Panem contra a Capital. E essa foi uma das partes que mais me emocionou também por que sempre gostei muito do Cinna e de sua personalidade. O jeito dele me cativava assim como cativou Katniss e a inspirou também.

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O Presidente Snow me surpreendeu muito nesse gran finale tornando toda a Capital numa arena de Jogos Vorazes e nessa brincadeira dele perdemos personagens muito queridos e importantes que também tiraram lágrimas e não foram poucas, esse homem é simplesmente um monstro por todas as coisas que ele fez do início ao fim da trilogia, mas uma coisa me admira nele que é a capacidade de nunca mentir. A forma como ele atormenta Katniss também é uma particularidade entre os dois que só Katniss entende e ele sabe muito bem como desequilibrá-la, então acho Snow um dos personagens mais inteligentes de toda a história e acho que o final dele também foi bem glorioso e merecido, acredito que ele não esperava mais do que aquilo a partir de certo ponto da trama.

O que deixou muito a desejar pra mim foi a mãe de Katniss, achei ela muito omissa, eu esperava uma evolução dela e de certo modo teve por que logo em Hunger Games ela precisou cuidar de Prim já que Katniss estaria na arena, mas apenas isso, por que ela simplesmente catou as dores dela e sumiu no final de Mockingjay, isso me deixou muito chateada e com certo rancor dela por não ser uma mãe presente e acima de tudo ingrata. Bom, essa foi a minha visão da mãe, eu não consegui gostar 100% dessa personagem.

Gente, esse livro é simplesmente sensacional, apesar de ter achado parado e ter tido certa preferência ao filme. O final dele, tanto livro quanto filme me emocionaram da mesma maneira por que eu chorei muito e de alegria inclusive por que meu shipp deu  super certo ❤ e aproveito para deixar o meu trecho favorito de Mockingjay que me derreteu por dentro de uma forma que só quem leu sabe.

“Peeta e eu voltamos a conviver. Ainda há momentos em que ele agarra as costas de uma cadeira e segura até que os flashbacks tenham passado. Acordo de pesadelos com bestantes e crianças perdidas. Mas seus braços estão lá para me consolar. E por fim, sua boca. Na noite em que sinto aquela coisa novamente, a ânsia que tomou conta de mim na praia, sei que isso teria acontecido de um jeito ou de outro. Que aquilo de que necessito para sobreviver não é o fogo de Gale, aceso com raiva e ódio. Eu mesma tenho fogo suficiente. Necessito é do dente-de-leão na primavera. Do amarelo vívido que significa renascimento em vez de destruição. Da promessa que a vida pode prosseguir, independentemente do quão insuportáveis foram as nossas perdas. Que ela pode voltar a ser boa. E, somente Peeta pode me dar isso.
Então, depois, quando ele sussurra:
-Você me ama. Verdadeiro ou falso?
Eu digo a ele:
-Verdadeiro.”

P.S: Outro shipp meu que deu super certo (no filme) foi Haymitch e Effie, eu juro que quase acordei a casa toda com o gritinho que eu dei quando vi ele dando um selinho na Effie hahaha adorei.

Eu sinceramente espero que tenham gostado muito, tanto das resenhas, quanto dos livros e dos filmes (pra quem leu / assistiu) e comentem aqui o que vocês acharam, debatam com a gente nossos pontos de vistas sobre a história, os personagens, enfim, sobre tudo. Eu realmente não estou pronta para parar de falar sobre Hunger Games, na época que ele estava fazendo sucesso eu simplesmente o achava idiota (a idiota era eu, claramente) e hoje eu simplesmente me arrependo de não ter lido na época e nem ter ido ao cinema assistir aos filmes, mas como também não sei que tipo de visão teria sobre tudo isso, já que era adolescente ainda, achei que veio na melhor hora, pois pude assimilar e compreender todo o universo ficcional com a vida cotidiana, coisas que vemos, injustiças acontecendo, o mundo todo numa loucura e eu simplesmente amei, lerei de novo com certeza em algum momento e essa trilogia entrou para os livros favoritos da vida pelos quais serei eternamente apegada e falarei sobre eternamente até que se cansem hahaha.

Uma boa leitura a todos, e que a sorte esteja sempre a seu favor

PARTE II – RESENHA DO DOUG

Galera, vou começar essa resenha de “A Esperança”, o terceiro e último volume da série “Jogos Vorazes”, explicando o motivo de, para mim, o primeiro livro ser meu preferido. Eu havia prometido falar isso na resenha de “Em Chamas”, mas esqueci.

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Mas, vamos lá: o primeiro livro da série foi meu preferido por um motivo muito simples. Como eu disse na resenha do segundo livro, a autora soube criar uma narrativa de sequência que garantiu nos prender na história. No entanto, o primeiro livro me prendeu muito mais, por conta da arena dos jogos vorazes. Eu tô tentando não usar uma palavra que “despreze” os outros livros, porque não, eu adorei o segundo e o terceiro livros. Mas, assim, havia um enredo no primeiro livro que começava e terminava. A história poderia ter acabado ali, simplesmente. E é por isso que ele é meu preferido, pois eu acho que ele me garantiu muito mais tensão e ligação do que os outros. Como agora eu posso dizer, achei desnecessário fazer com que eles voltassem para a arena no segundo livro. E isso não me garantiu a mesma ansiedade que o primeiro livro. Foi como eu disse, no segundo livro, há alguns elementos que deixam as coisas menos óbvias, mas surpreendente mesmo foi o primeiro, na minha humilde opinião. Respondido? Espero que sim!

Agora sim, vamos à resenha do terceiro e último livro: A Esperança. O livro começa praticamente após os acontecimentos do final do livro Em Chamas. Pra mim, é aquela velha história de que, se os escritos de A Esperança viessem no mesmo livro que Em Chamas, daria na mesma… mas, ao mesmo tempo, não teríamos uma trilogia para chamarmos de trilogia. Bem, agora, Katniss é o símbolo da revolução do sistema de Panem. Agora, é uma luta voraz dentro dos próprios distritos contra um governo.

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Acho que o acerto do livro foi fugir um pouco das arenas dos jogos vorazes, e mostrar que existe uma esperança para que as coisas não sejam mais da forma que são há tanto tempo. E nesse livro, veremos coisas surpreendentes e inimagináveis. Mortes, principalmente, que eu não esperava e nem queria que tivessem acontecidos. Outras, no entanto, merecidas… enfim! Acho que, brevemente falando, a autora conseguiu concluir a trilogia de forma épica, digamos assim. Ela fugiu completamente dos padrões e das nossas expectativas o que, como eu disse na resenha do Em Chamas, eu gosto muito. Nada de colocar coisas óbvias que seriam simples demais, a autora conseguiu surpreender, do início ao fim. A gente sabe que, certas coisas, não são como a gente quer, e claro, não nos deixa muitos felizes, mas se avaliarmos o conjunto da obra, foi uma trilogia de tirar o fôlego, e lágrimas.

Portanto, como eu sempre digo no fim das minhas resenhas, eu recomendo demais essa trilogia para quem ainda não conferiu. Sinceramente, eu tentei ser muito breve nessa resenha pois não quero revelar muitos detalhes. Mas recomendo muito que você adquira esses livros e leia o mais rápido possível. Tenho certeza que você devorará esse livro tão rápido quanto eu, porque pra mim foi assim, enquanto não terminei os três livros, não fiquei satisfeito. Que a sorte esteja sempre a favor de todos vocês! E até a próxima!

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