Resenha: Magnus Chase e os Deuses de Asgard – O Navio dos Mortos – Rick Riordan

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Depois da iminente fuga de Loki em O Martelo de Thor (que tem resenha aqui), chegamos ao não tão esperado momento que os nórdicos pouco querem vivenciar: o Ragnarök. Quer dizer, a missão que Magnus Chase, Samirah al-Abbas, Hearthstone, Blitzen e Alex Fierro terão de enfrentar é exatamente impedir que o Ragnarök aconteça. E como impedir isso? É o que vamos descobrir em Magnus Chase e os Deuses de Asgard – O Navio dos Mortos, de Rick Riordan!

A sinopse: Nos dois primeiros livros da série, Magnus Chase, o herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain, ex-morador de rua e atual guerreiro imortal de Odin, precisou sair em algumas jornadas árduas e desafiar monstros, gigantes e deuses nórdicos para impedir que os nove mundos fossem destruídos no Ragnarök, o fim do mundo viking. Em O navio dos mortos, Loki está livre da sua prisão e preparando Naglfar, o navio dos mortos, para invadir Asgard e lutar ao lado de um exército de gigantes e zumbis na batalha final contra os deuses.

Desta vez, Magnus, Sam, Alex, Blitzen, Hearthstone e seus amigos do Hotel Valhala vão precisar cruzar os oceanos de Midgard, Jötunheim e Niflheim em uma corrida desesperada para alcançar Naglfar antes de o navio zarpar no solstício de verão, enfrentando no caminho deuses do mar raivosos e hipsters, gigantes irritados e dragões malignos cuspidores de fogo. Para derrotar Loki, o grupo precisa recuperar o hidromel de Kvásir, uma bebida mágica que dá a quem bebe o dom da poesia, e vencer o deus em uma competição de insultos. Mas o maior desafio de Magnus será enfrentar as próprias inseguranças: será que ele vai conseguir derrotar o deus da trapaça em seu próprio jogo?

Bom, como deu para perceber, a missão é “simples”, certo? Chegar ao navio Naglfar e impedir que Loki comece o fim do mundo. Por que seria tão difícil, não é? Bom, acontece que, no caminho até o navio do deus, atravessando oceanos dos mundos, Magnus e seus amigos enfrentarão desafios interessantes – e perigosos – que levarão eles até Naglfar.

“Não dá para sentir ódio para sempre. Não vai afetar nem um pouco a pessoa que você odeia, mas vai te envenenar, com certeza”.

Para isso, contarão com a ajuda de personagens tão conhecidos de Riordan: Annabeth Chase e Percy Jackson. Se você vai atravessar os oceanos, quem melhor que o filho do deus do mar? E claro que as personalidades ácida e engraçada de Percy e Magnus renderão momentos bem engraçados.

Daí em diante, a missão começa e não há muito tempo a perder. Claro que em meio a todos os perigos, poderemos conhecer mais sobre a vida e o passado dos personagens. Ah, vale lembrar que os einherjar da corredor de Magnus do hotel Valhala também vão se juntar nessa missão.

Bom, chega de falar do livro para não dar spoiler, né? Falando um pouco da minha percepção do livro, eu posso dizer que não há muita diferença entre a narrativa dos dois primeiros para o último livro da trilogia. A mesma fórmula Riordan é usada nessa obra, junto às características humorísticas do protagonista. Eu acho que realmente isso deu um toque especial em toda saga. Nós tínhamos Percy, que pessoalmente eu acho muito engraçado, mas então conhecemos Magnus, engraçado e irônico, mas que não deixa isso atrapalhar sua missão de salvar o mundo, mais uma vez.

“Vocês sabem como é. Você está lá, cuidando da própria vida, passeando de trem por uma ravina da Noruega, quando uma velhinha com agulhas de tricô se apresenta como sua mãe divina.
Se eu ganhasse uma coroa norueguesa toda vez que isso acontecia…”

É importante destacar que o desfecho da história é tão intenso quanto as outras histórias contadas pelo tio Rick, mas esse desfecho tem um toque de humor ácido e crueldade diferentes, mas que são importantes e remetem tanto à mitologia nórdica quanto aos seus contos e histórias dos deuses. Essa é uma característica muito legal de Riordan e que, pessoalmente, me conquistou em suas outras histórias mitológicas.

Sem mais delongas, preciso destacar que não dei muita atenção aos personagens, até porque conhecemos bem eles nos dois primeiros livros. E são essas personalidades criadas nas duas primeiras aventuras que nos leva a conclusão da saga de Magnus Chase e pelo menos esse desafio: evitar o Ragnarök. Será que ele vai conseguir?

Como sempre, eu mais que aconselho a você correr e terminar essa saga e, se ainda nem começou a ler essa trilogia, não perca tempo, porque se você quer uma boa ficção baseada em fatos mitológicos, Magnus Chase e os Deuses de Asgard é a série certa para isso!

E se você já leu, não deixe de comentar aí o que achou do desfecho da história!

Inntil neste gang (até a próxima, em norueguês).

Ficha técnica

Magnus Chase e os Deuses de Asgard – O Navio dos Mortos

Autor: Rick Riordan

Editora: Intrínseca

Ano: 2017

368 páginas

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