Resenha: Jogos Vorazes – Suzanne Collins

Prancheta 1

Olá leitores vorazes, como estão a leitura de vocês? Bom, esperamos que em dia.

Este mês resolvemos fazer um especial Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, trazendo ao Estação toda sexta-feira uma resenha da trilogia. Contudo essas não serão simples resenhas, e sim duas visões divergentes referentes a cada livro da saga com dois resenhistas loucos por livros.

Então, vamos dar uma conferida?

Parte I – Resenha da Nini

Olaaaa meu povo lindo e maravilhoso que ama ler e não se desfaz dessa delícia nem a pau. Vou contar um pouco sobre a minha experiência com Jogos Vorazes e o que eu amei nessa leitura que passou voando.

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Primeiramente demorei uns 3 dias para terminar o primeiro volume da série, eu estava cheia de tédio em casa e com tempo sobrando, e como estou sem money pra comprar novos livros resolvi ler os que já tinha comprado há anos e não tinha lido ainda (shame on me alguém mais passa por isso?). Enfim, aí olhei pra pilha de livros, ela olhou pra mim e eu pensando no que leria, se releria algum outro livro e olhei pra essa trilogia linda e maravilhosa e pensei: vai essa mesmo! No começo eu fiquei com aquele pensamento: será que vai me prender? Por que meio que já vi os filmes. E sempre tenho esse negócio, quando vejo primeiro os filmes não me prendo ao livro. E embora tenha cansado de ver o primeiro filme e ter visto pequenas partes dos filmes posteriores, eu me prendi na leitura do começo ao fim e amei. Então esse livro pra mim entrou no meu top livros favoritos.

Eu comecei o Jogos Vorazes com uma percepção muito louca sobre a política do livro: ou você segue o sistema ou te matamos! É assim que funciona em Panem, dividida em 12 distritos onde uns tem mais do que outros e todos são ditados pela Capital que manda em tudo. Todos os anos é feita a colheita de jovens entre 12 e 18 anos para disputar nos Jogos Vorazes, um lembrete da destruição que aconteceu no distrito 13 quando fizeram um levante contra a Capital. Então a sensação que eu tenho deste livro é que ele fala sobre ditadura, censura do povo, pessoas que morrem de fome sem ajuda alguma do governo e é cada um no seu distrito sem poder sair, sem ter acesso a informações de outros distritos. Então eles não sabem como é a cultura, as pessoas e como são os outros distritos, pois é proibido sair do próprio. Não muito longe da realidade do nosso planeta em certos lugares!
Então conhecemos grandes personagens como a Katniss Everdeen, que caça ilegalmente com seu melhor amigo Gale na floresta além dos muros do Distrito 12 para que suas famílias possam ter dinheiro e comida todos os dias. Ela se oferece como tributo aos Jogos quando o nome de sua irmã Prim é chamado, juntamente com Peeta Mellark e então um treinamento na Capital é iniciado para que eles tenham condições de sobrevivência na arena.

“E que a sorte esteja sempre a seu favor”

Eu vou simplesmente dizer que amei os personagens da Katniss e do Peeta, me apaixonei pelo Peeta logo de cara por ser um menino doce, sentimental e sincero, ele tem uma fala profunda, notável e bonita ao longo da história. Enquanto Katniss não é de se expressar muito, ela é mais de agir e isso também é legal nela por que ela é uma guerreira de arco e flecha forte e com condições de prosseguir às dificuldades dos Jogos e sobreviver. Claro que, o lado ruim do romance entre ambos é que para Peeta é algo muito real desde criança, quanto para Katniss é uma encenação para que ambos saiam vivos dos jogos, o que mais a frente se torna uma indecisão por que num momento ela gosta do contato humano, da intimidade e do cuidado um com o outro, e noutro momento ela não sabe se quer aquilo realmente. E pra quem assistiu ao filme sabe que as duas personagens de Katniss são totalmente diferentes, no livro ela parece ter mais ação, mais expressão do que no filme, embora a essência de ambas seja a mesma e captada de forma fiel, assim como ocorre também com Peeta.

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Então esse livro me agradou muito, acho que mais pela politicagem no enredo do que o romance em si, que foi mais uma jogada política para a sobrevivência na arena, a arena dos Jogos também é uma coisa totalmente mortífera, onde vemos apego entre personagens que traz certa tristeza por que eles morrem, o intuito é exatamente esse, um matar o outro e o prêmio é sair vivo e livre. Temos muita ação, muito sangue e personagens inteligentes que conseguem ir além do senso comum. Nesse livro a zona de conforto é inexistente por completo, o final do livro, pra mim, foi a cereja do bolo, achei incrível o que Suzanne Collins fez, totalmente inteligente e maravilhoso, literalmente de cair o queixo e inesperado. Mas isso vocês terão que ler pra descobrir.

Enfim, o livro todo é surpreendente, e o conselho que dou é: se você leu como se fosse uma obra de ficção qualquer, leia de novo por que leu errado. Esse livro é revolucionário, sádico do começo ao fim, inteligente e uma delícia de ler.

É isso leitores, espero que tenham gostado e postem suas críticas ao livro, à autora, ao filme, à resenha nos comentários para darmos aquela conversada gostosa que todo leitor ama. Boa leitura a todos ❤

Hugs and Kisses 😉

Parte II – Resenha do Doug

Olá galera! Depois da resenha da Nini, chegou minha vez de falar um pouco sobre minhas percepções dessa trilogia, começando por Jogos Vorazes. Primeiramente, quero dizer que sempre tive vontade de ler esse livro e mesmo que tenha demorado alguns anos para fazê-lo, posso dizer que me arrependo de não o ter feito antes. Eu comprei os livros apenas ano passado e só esse ano é que fui pegar para ler. Ao mesmo tempo que tinha vontade de ler, ficava meio na dúvida, acho que pelo mesmo motivo que demorei para ler “Me Chame Pelo Seu Nome”, o enorme sucesso que fez. Mas, vamos lá.

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A narrativa de Suzanne Collins me pegou logo de início. Antes eu não gostava muito de livros narrados em primeira pessoa, hoje sou fã de carteirinha. Então, quando Katniss Everdeen começou a contar a sua história a partir daquele decisivo ano para sua vida, mesmo sem ela saber disso, logo senti que leria os três livros em poucos dias, o que não foi difícil.

A Steph já explicou muito bem como funciona o sistema em Panem e, em minha visão, é algo que lembra, de certa forma, a ditatura. E os Jogos Vorazes é uma forma de o governo manter seu controle sobre as pessoas, mantê-las acorrentadas e com medo. E, ainda que o medo domine os pais nos 12 distritos de Panem, na Capital, os jogos são entretenimento. E Katniss nos mostra muito bem isso durante sua narração. Por vivenciar isso e nos contar tudo o que acontece do momento em que entra para os jogos até o momento que está na arena, disputando sua vida.

Então, Katniss vai nos apresentando os personagens da história. Gale, o caçador que parece derreter o coração de muitas garotas no distrito 12, mas para Katniss é apenas um amigo, leal e parceiro de caça. A mãe e a irmã, Prim, são um elemento coadjuvante, mas importante para o contexto da história. O pai de Katniss é outro personagem presente em todos os momentos do livro, ainda que não esteja vivo (e isso não é um spoiler, espero). E, então, temos Peeta Mellark que desde o momento que é apresentado na narrativa, nunca me convenceu. Ele sempre parecia vestir uma máscara invisível a olho nu, sempre planejando, sem dar as caras de que lado ele estava.

Ao contrário dessa percepção, mesmo que pela narração de Katniss, sempre me dei bem com Haymitch, que é responsável por auxiliar os tributos do distrito 12, nesse caso Katniss e Peeta, quando estão na arena, e prepara-los nas fases anteriores. Effie, outra que os auxilia nessa empreitada, também me dei bem, e posso dizer que ela é muito diferente da versão dos filmes, assim como a maioria dos personagens. Todos os personagens, ou a maioria deles, me pareceram mais verdadeiros nos livros, me passaram mais emoção. Katniss, por exemplo, parecia muito fora da realidade, diferente do que mostrava no livro.

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Enfim, como eu disse no começo, me arrependo de não ter lido antes esse livro, mas valeu muito a pena e superou minhas expectativas. Esse primeiro livro tem muita ação e muitos momentos de tirar o fôlego, com certeza. Dentro da arena, é cada um por si, tendo que seguir as regras do jogo, baseado em um cenário criado por pessoas que, com certeza, são bem perversas. Se eu tivesse que escolher um livro preferido entre os três da trilogia, o primeiro seria o escolhido, pelo motivo que lhes direi nas próximas resenha. Então, fique ligado e até lá!

Ficha técnica

Jogos Vorazes

Autor: Suzanne Collins

Editora: Rocco

Ano: 2010

400 páginas

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