Resenha: Nove Desconhecidos – Liane Moriarty

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Olá galera! Como estão? Espero que bem! Surpreendente é a palavra que uso para definir o livro “Nove Desconhecidos”, de Liane Moriarty. Para quem não sabe, esse é o mais recente livro da autora, lançado pela Intrínseca nos próximos meses, mas que chegou, antes, para os assinantes do Intrínsecos, clube de assinatura de livros da editora – que eu tenho a honra de fazer parte (confira o unboxing da caixa que veio esse livro aqui). O mês virou e acho que é seguro falar desse livro agora, mas, de qualquer maneira, fica o aviso: a resenha a seguir pode conter spoilers. Bora lá?

Resumindo a história, somos apresentados a nove personagens: Frances, Jessica, Ben, Lars, Napoleon, Heather, Zoe, Tony e Carmel. Além disso, outros três personagens complementam: Masha, Yao e Delilah. Os primeiros são os “desconhecidos” que, por diferentes motivos, reservam 10 dias no spa Tranquillum House, que é gerenciado por Masha e tem como “cogerentes”, Yao e Delilah. Na verdade, não são nove desconhecidos. Ben e Jessica são um casal. Napoleon, Heahter e Zoe, uma família. Os demais, não se conheciam. E a maneira como formam um laço é curiosa, louca e assustadora. Tudo junto e misturado.

A verdade é que no site do spa, a promessa é de transformação. Os métodos, não são revelados, mas é quase um retiro, onde você fica “desconectado” do mundo, sem celular, evitando certas comidas – se desintoxicando, praticamente. Alguns acreditam nisso, outros adoram esse tipo de coisa, outros querem acreditar e outros só estão lá “forçados”. Acontece que todos acabam se unindo, por quê descobrem que a transformação prometida não é bem por métodos “normais”. Enfim, sem mais detalhes para não dar spoilers de graça.

Bom, como eu disse no começo da resenha, é um livro surpreendente pra mim. Nunca tinha lido nada de Liane Moriarty, por não ser um estilo de livro que estou acostumado a ler e não leria, a não ser que tivesse algum artifício muito forte para me convencer de ler. E isso não é uma crítica ao estilo de livro, mas é um estilo que eu não estou acostumado a ler. Mas não me arrependo. Eu amei a leitura desse livro, do início ao fim, principalmente por não conhecer esse estilo da autora. Os capítulos não são longos, o que eu vejo como positivo, para não cansar a leitura, principalmente porque no início não tem muitos diálogos – e isso tem um motivo.

A narrativa se divide em capítulos, em terceira pessoa, em que cada um tem um personagem como foco. Eu sempre vi isso como muito interessante, porque no momento em que o capítulo é de Frances, a autora nos conta o que ela pensa, como ela vê determinada situação e sua interação com outros personagens. Quando o foco está em outra pessoa, somos apresentados a, certas vezes, uma diferente visão da mesma situação. Eu acho isso bem legal. Eu citei Frances porque, em certas ocasiões, ela me pareceu ser a protagonista da história, enquanto em outras, pensei que era Masha – talvez quem já leu concorde comigo, ou não. De qualquer maneira, não há um único protagonista. Talvez o que protagonize a história seja a incansável necessidade de mudar de cada um deles. Ou talvez seja o egocentrismo o protagonista e como ele se faz presente nos personagens.

Acredito que o livro nos deixa importantes lições. Primeiro quanto ao cuidado do nosso corpo, à necessidade de diminuirmos o estresse, de pensarmos mais nos outros. Tudo isso na medida certa e não usando métodos insanos… Além disso, é um livro que debate temas importantes como drogas e seu abuso, suicídio, vaidade etc. Especificamente falando do suicídio, Liane conseguiu trazer esse debate de forma muito sutil e bonita para o livro. Ele não é o foco, mas está presente em momentos cruciais da história.

No início do livro, confesso que demorei um pouco para “engrenar” na leitura, até por ser um livro que não costumo ler, como disse várias vezes antes. Do meio pro fim começou a ficar mais interessante para mim, com uma transição para o suspense. Claro que não um suspense mesmo, mas confesso que eu fiquei meio tenso em certa parte da metade pro fim. Acho que é um livro que se divide bastante entre momentos engraçados, momentos de insanidade, de romance e de suspense. Tudo isso bem dosado, é claro.

Mesmo não “engrenando” no começo, foi uma leitura surpreendente e gostosa, tenho que confessar. Eu já tinha curiosidade de ler um livro de Liane Moriarty, mas nunca foi prioridade. Agora, posso pensar melhor no caso haha enfim, o livro deve ser lançado em breve, creio que já em março mesmo, pela Intrínseca, e quando isso acontecer, recomendo muito a leitura, para quem ainda não leu. Por fim, acho que essa é a graça de fazer parte de um clube de assinatura. Recebemos um livro inédito, surpresa e que, provavelmente, não faz parte do nosso gosto ou dos “tipos” que nos acostumamos a ler. De qualquer maneira, todo livro vale a pena ser lido e esse não é diferente.

Espero que tenham gostado da resenha e quero saber de vocês que já leram se curtiram, se concordam ou discordam de mim. Enfim, me contem suas impressões. E fiquem ligados que eu já recebi minha caixa de março do clube e logo mais terá unboxing, assim como teve das outras caixas (de janeiro e de fevereiro). Espero que gostem. Até a próxima!

Ficha técnica

Nove Desconhecidos

Autor: Liane Moriarty

Editora: Intrínseca/Intrínsecos

Ano: 2019

464 páginas

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