Resenha: Fábrica de Vespas – Iain Banks

Olááááááá meus amores, como estão vocês??

Sei que andei sumida e realmente estou sem tempo de vir aqui tagarelar com vocês sobre livros. Eu estou trabalhando loucamente e me empenhando nos estudos pra morar fora então todo meu tempo acabou indo pra isso. Mas é claro que a gente sempre encontra um tempinho pra falar das leituras, embora elas infelizmente tenham diminuido =/

Mas não fiquemos tristes, hoje venho falar sobre um exemplar da Darkside Books que eu ganhei mês passado de aniversário de um amigo especial que eu sei que jamais vou ter um igual a ele. Então Andre, se você estiver lendo, saiba que te adoro muito e tenho muito carinho por ti e por sua amizade. Gente, ele me deu esse livro com uma dedicatória maravilhosa, de se derreter por dentro, mas eu não vou mostrar pra vocês por que quero guardar essa lembrança só pra mim hahahaha então desculpem o egoísmo.

01

Falando um pouco sobre o Fábrica de Vespas: este é um exemplar que há tempos estava namorando, toda vez que entrava na livraria eu ficava babando nele, então quando ganhei ele eu fiquei muuuuuuito feliz e foi o primeiro livro que eu quis ler da pilha de livros novos (comprinhas de uns dois meses atrás). E o assunto do livro, claro, não poderia ser menos bizarro.

Temos um personagem disfuncional (Frank) com uma narrativa muito despreocupada em narrar fatos absurdos que só o narrador conhece e isso de início é um pouco assustador a medida que passa a ser perturbador. Não só a narrativa de Frank é perturbadora, mas seus atos são perturbadores, atos que ele acredita serem normais e necessários para a sua construção masculina, e é perturbador também a forma com que ele narra seus crimes que é uma forma completamente sem culpa ou remorso.

03

E conforme fui avançando nessa leitura e fui conhecendo melhor essa identidade, eu fui sentindo certo desprezo por Frank. Suas falas machistas me deixaram com raiva dele e suas cenas de violência com animais me deixaram surpresa de uma forma horrível. E nessa parte da leitura eu achava que conhecia Frank e o motivo pelo qual ele era dessa forma. Eu estava errada. Quando terminei a leitura eu simplesmente achei que Iain Banks criou uma obra de arte. O que eu achava inexplicável, o que eu sentia que não fazia sentido e não teria uma explicação no final, o non sense da história de Eric, o irmão louco de Frank, todas as teorias que eu criei na minha cabeça durante a leitura e me deixaram confusa, foi tudo explicado na parte final do livro.

E eu realmente gostei dessa leitura por causa disso, ela me surpreendeu no final, me fez pensar uma série de coisas que se encaixaria melhor sobre todos os pontos do livro e eu descobri no final que o autor havia me iludido, me enganado esse tempo todo pra só então rir da minha cara e dizer: minha cara, você precisa se olhar no espelho, estava enganada este tempo todo e quero dizer que foi ótimo te sacanear por que você não esperava por isso. Isso provavelmente vai acontecer com você, se decidir embarcar nessa leitura também.

Esse livro não tem nada de previsível, quando você acha que sabe, você não sabe e todas as explicações vem na medida do possível, e nunca de uma vez só, por que senão o livro não teria um gosto tão bom apesar das bizarrices de Frank que na minha opinião chega a ser doentio.

Enfim, eu não quero falar sobre o final do livro, o que acontece de tão surpreendente que me deixou de queixo caído e me ganhou na leitura. A única coisa que eu digo é que foi irônico Frank ser um baita de um machista a história toda e ele ter que descobrir um fato sobre si mesmo que foi praticamente um tapa em sua cara. Isso sinceramente, me agradou muito e explicou também muito do comportamento psicopata do Frank.

Ao leitor eu peço que não confiem em Eric, vocês vão achar que ele é o foco da história e vão deduzir mil coisas sobre ele e sobre o que ele vai fazer, mas ele só serve pra ser um assunto na narrativa de Frank e desviar o foco do leitor, ele não tem um papel realmente importante na história, como todos os personagens tratam ou se preocupam em mostrar, tanto que Eric é uma incógnita para o desfecho da história. Então não se enganem, o foco da história é realmente Frank, o próprio narrador.

02

E, pra finalizar, a Darkside nunca deixa a desejar com a beleza de suas edições luxuosas e a arte macabra que é a sua marca registrada. A arte desse livro é maravilhosa assim como todos os livros da editora que tive a oportunidade de folhear. Como sempre, eles capricharam, a qualidade do exemplar é maravilhosa e não tenho do que reclamar. Só demorei mesmo pra concluir a leitura por que estava sem tempo e achei a leitura um tanto pesada de início, tive que me acostumar a narrativa doentia de Frank e tive até uns pesadelos estranhos com o livro nos primeiros dias de leitura.

Mas ainda assim, um ótimo exemplar, e por mais horrível que seja, surpreendente de uma forma horrível. Eu recomendo hahahaha!! Quem leu conta aí pra mim o que achou e se você ainda não leu Fábrica de Vespas eu quero saber: você leria??

Hugs and Kisses :*

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s